10/31/2005

Livros Grátis

A Ong Projeto Democratização da Leitura tem um site com downloads gratuitos de livros.

Para compartilhar ou baixar livros compartilhados, você precisa primeiro se cadastrar. Depois, você pode usar o eMule para fazer os downloads.

O endereço é: http://www.portaldetonando.com.br

Dica da Michele Castro.

10/28/2005

Muito bem lembrado pelo nosso colega nos comentários, George Landow também estará no Brasil pela primeira vez para o FILE 2005.

Goerge Landow é especialista em hipertextualidade e escreveu vários livros, entre eles "Hypermedia and literary studies” (MIT, 1991) e “Word: text-based computing in the humanities” (MIT, 1993).

O guru vai falar sobre "Hipermídia: futuros. Crítica e novas mídias na era da Globalização" com Cícero Inácio da Silva, professor da PUC – SP e responsável pela disciplina Hipermídia e Interatividade na Pós-graduação em Comunicação, Arte e Tecnologia da Belas Artes de São Paulo.

Para saber mais sobre os dois, confira a entrevista para o Trópico, da UOL.

01/11/2005 - 18h00
Cicero Inacio da Silva e George Landow - Hipermídia: futuros. Crítica e novas mídias na era da Globalização.
Centro Cultural FIESP
Avenida Paulista, 1313
Informações: (11) 3549.4499 e http://www.file.org.br/

10/27/2005

Livro: Ambient Findability

O livro Ambient Findability, de Peter Morville, foi muito bem recomendado pelo indiscutível David Weinberger:

"A lively, enjoyable and informative tour of a topic that's only going to become more important."


O livro fala sobre arquitetura da informação, usabilidade, conectividade e Web 2.0. Na Amazon tem mais alguns comentários de gente como Bruce Sterling, Jakob Nielsen e Jesse James Garrett.

Para conhecer melhor o autor, você pode conferir o artigo Authority no site SemanticStudios.com ou a excelente entrevista que ele deu ao Atomiq.com sobre tagnosomia.

Mais um livro para a listinha que espera o próximo amigo a pisar em terras norte-americanas.

10/25/2005

Ted Nelson em São Paulo

Ted Nelson, guru da Internet que concebeu o termo "hipertexto", estará em São Paulo na próxima segunda-feira para o FILE 2005 - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica.
A palestra Software e Mídia para uma Nova Democracia acontecerá na Galeria de Arte do Centro Cultural da FIESP, na Paulista, as 19h00.

31/10/2005 - 19h00
Theodor Nelson - Software e Mídia para uma Nova Democracia
Centro Cultural FIESP
Avenida Paulista, 1313
Informações: (11) 3549.4499 e http://www.file.org.br/

10/24/2005

Universidade no iPod

Universidade de Stanford disponibiliza conteúdo para os alunos no iTunes.

No Stanford for iTunes os alunos já podem baixar os livros e os textos indicados pelos professores, entrevistas e notícias do campus.

O endereço é http://itunes.stanford.edu/.

10/20/2005

Instructional Design e o ADDIE Model – parte IV (final)

Implementation / Implementação

Agora é a hora de colocar o plano em prática.

Com o material na mão, o programa é implementado de acordo com a estratégia (Que foi definida onde? Na fase de Análise — você não vai se livrar dela tão cedo...).

Evaluation / Avaliação

Essa avaliação não é a avaliação do aluno! É a avaliação da eficiência do programa.

Você pode estruturar essa fase com uma turma piloto, com uma avaliação de reação no fim do treinamento. Existem várias maneiras e você pode empregar uma, duas, três ou todas.

Com os resultados colhidos pela Avaliação você vai poder verificar a eficiência do treinamento, comparando-os com os objetivos traçados na fase de Análise. Isso mesmo, só aqui termina o seu relacionamento com a fase de Análise.

Entendeu agora o que eu disse sobre a bola de neve?

Para saber mais:
ISD Is Like Building A Deli Sandwich
ADDIE Model
ADDIE
The ADDIE Instructional Design Model
A Systematic Approach to Developing Multimedia Products
Rationale of Instructional Design Model

10/19/2005

Mais Web 2.0

O pessoal do Carreira Solo também deu sua opinião/esclarecimento sobre o assunto.

Vale a pena conferir.

Instructional Design e o ADDIE Model – parte III

Design / Desenho

Retomando, neste modelo consideramos que a definição dos objetivos de aprendizagem é feita no início da fase de Desenho, bem como a definição de estratégia pedagógica (isso inclui a estratégia de avaliação!), instrumentos, exercícios e conteúdo.

Inicia-se, então, o desenvolvimento dos materiais. Elaboração do conteúdo, desenho instrucional desse conteúdo, elaboração dos exercícios e da avaliação. Esse é o material que iniciar a próxima fase.
Qual a única maneira de validar esse material? Confira os objetivos traçados na sua fase de Análise!

Development / Desenvolvimento

A criação do material é feita na fase de desenho. É aqui que o storyboard vira um curso a distância em Flash, que o documento Word vira um PDF com imagens cuidadosamente editadas, que o jogo vira um CD-ROM...

Este material vai ser validado de acordo com o que foi solicitado pela fase de Desenho e pela fase Análise (não falei que você ia pensar muita na fase de Análise?).

Amanhã: Fase de Implementação e Avaliação.

10/18/2005

Instructional Design e o ADDIE Model – parte II

Analysis / Análise

Essa é a fase mais importante do ISD.
Durante a análise, todas as necessidades do seu aluno precisam ser claramente compreendidas. É aqui que você vai entender qual o “problema” que deve ser sanado pelo material.

Uma boa maneira de começar é pensar em quais são os objetivos: o que esse aluno precisa saber para o problema ser resolvido? Esse é um trabalho muito delicado. É o momento em que você mergulha no mundo do aluno e entende o seu dia-a-dia, as suas tarefas, o seu cenário, a sua história. Só assim você vai descobrir qual a necessidade real.

Com esses dados em mão, você já pode partir para a segunda parte: De tudo isso que foi identificado, o que ele já sabe? É o famigerado gap de performance, expressão que muitos odeiam.

Eu tive um chefe (ou melhor, um mentor) que contava a seguinte historinha para ilustrar isso:

“Imagine uma padaria que no fim do dia, tem no seu cesto 40 pães. O padeiro vai ter 40 pães de prejuízo, porque eles terão que ir pro lixo.
Se antes do fim do dia os pães dele já tiverem acabado, ele terá prejuízo também. Ele poderia ter vendido mais pães no resto do dia!
O dia ideal é o que a padaria fecha com apenas um pão. Isso significa que ele vendeu todos os pães que foram solicitados pelos clientes e ninguém saiu da padaria sem o seu, sobrando apenas aquele um pra ele ter certeza disso.”


E é assim que termina a fase de análise: você se certifica de tudo o que precisa ser coberto por esse treinamento para alcançarmos o objetivo traçado. Sem menos e quase sem mais (porque precisa sobrar só um pão!).

Essa é a fase mais importante do ISD porque é a primeira. Se o resultado dessa etapa não for certo e preciso, as outras fases serão alimentadas com informações incorretas, portanto, o objetivo não vai ser alcançado com sucesso.

Digo SEM MEDO que vale a pena gastar tempo e energia aqui. O ISD é uma bola de neve, um erro pequeno aqui, pode virar uma avalanche mais à frente. Lembre-se: O fim da Análise não termina a sua relação com ela — você ainda vai lembrar dessa etapa muitas vezes durante o processo!

Observação:
Neste modelo consideramos que a definição dos objetivos de aprendizagem é feita no início da fase de Desenho. Isso impede um pouco o caminho de quem “vende” essas soluções (seja o cliente interno ou externo) porque você entra em uma segunda etapa do processo sem ter uma proposta estruturada. A minha experiência toda esta baseada num modelo adaptado a essa necessidade: o instructional designer termina a fase de análise com um plano detalhado do programa de treinamento.

Amanhã: Fase de Desenho e Desenvolvimento.

10/17/2005

Instructional Design e o ADDIE Model – parte I

Começando pelo ISD

O ISD (Instructional Systems Design) é a metodologia mais popular para o desenvolvimento de programas de treinamento. Você pode não ter ouvido falado em ISD antes, mas deve ter ouvido falar em Instructional Systems Design and Development (ISDD), Systems Approach to Training (SAT) ou Instructional Design (ID). Pois então, todos estes nomes servem para designar uma metodologia que propõe um processo para a identificação das necessidades do público-alvo, desenho da solução e avaliação dos resultados. Tudo passo-a-passo.

O ISD começou a crescer depois da Segunda Guerra Mundial, quando o exército dos Estados Unidos procurava um jeito mais fácil e eficaz de desenvolver programas de treinamento. Eles acabaram encontrando esse processo criado na Universidade Estadual da Flórida pelos professores Walter Dick e Lou Carey (que depois escreveram o livro The Systematic Design of Instruction).

Muita gente torce o nariz para a palavra “sistema”, mas pense bem: um sistema nada mais é do que componentes, que funcionam de forma interdependente para atingir um objetivo. Parece razoável pensar em programas de treinamento sob essa ótica, não?

ADDIE Model

Existem centenas de modelos de ISD, mas a maioria é baseada no ADDIE Model.



Neste modelo cada etapa gera um produto que alimenta a etapa seguinte.

Amanhã: Fase de Análise.

10/14/2005

Weinberger for kids

O livro Small Pieces Loosely Joined tem uma versão on-line para crianças. Chama-se What the Web Is For e pode ser lida aqui.

Dica do Angelo Ricchetti.

Mais Web 2.0

Corre agora no Usabilidoido.

Mudando de assunto/lembrando: Segunda começo uma série de quatro posts sobre a utilização do ADDIE Model no desenvolvimentos de programas de treinamento.

10/12/2005

Tempo de desenvolvimento para treinamentos on-line

Os resultados da pesquisa realizada pelo Elliot Masie mostrou que 65% dos diretores de Treinamento estão insatisfeitos com o tempo de desenvolvimento dos cursos.

A pesquisa chamada de "Development Time & Speed Satisfaction" contou com a participação de 659 pessoas e esses foram os resultados:


Qual o tempo médio que a sua empresa leva para desenvolver um curso on-line?

  • de 1 a 6 dias - 31%

  • de 1 a 2 semanas - 4%

  • de 3 a 6 semanas - 25%

  • de 7 a 12 semanas - 20%

  • de 13 a 18 semanas - 9%

  • mais de 18 semanas - 11%


  • A sua empresa está satisfeita com esse tempo?
  • Estamos muito satisfeitos - 9%

  • Estamos satisfeitos - 26%

  • Precisamos melhorar essa questão - 28%

  • Precisamos melhorar muito essa questão - 37%


  • Falando em tempo de desenvolvimento, a partir de segunda-feira começo uma série de quatro posts sobre a utilização do ADDIE Model no desenvolvimentos de programas de treinamento.

    As séries anteriores você pode conferir em PDF aqui.

    10/11/2005

    Results-Oriented User Interface

    O controverso papa da usabilidade Jakob Nielsen anunciou ontem na sua Alert Box o fim do WYSWYG (What You See Is What You Get).

    Isso significa que a interface que nós conhemos hoje, com menus, caixas de diálogo etc, pode estar morrendo.

    Ele diz isso baseado na nova versão do Microsoft Word, com a sua results-oriented user interface.



    Não acho que esse tipo de paradigma possa ser quebrado muito rapidamente, basta ver quanto tempo as pessoas demoraram (ou ainda demoram) para perder o medo do computador. Acho também que quase ninguém sabe aplicar bons princípios de usabilidade no padrão já consolidado e criando-se um novo e forticando-o com todo esse hype, já consigo prever o caos se instalando.

    De qualquer forma, espero que seja um elemento agregador e que isso traga bons frutos para o desenho instrucional. Novos conceitos de interface e interação podem ser para melhor.

    10/10/2005

    O gigante da busca Yahoo! entra de vez na brincadeira do podcast

    Yahoo! entra na brincadeira do podcast

    A notícia do dia é o http://podcasts.yahoo.com/, um diretório de busca para podcasts.

    Claro que já existem dezenas de diretórios de podcasts, mas com um especialista em busca como Yahoo!, poderemos assistir ao desaparecimento de todos eles. Um ferramenta web-based sempre parece uma boa alternativa pra quem não se acertou com o iPodder ou acha o iTunes muito pesado.

    Outra vantagem é que o podcast vai se popularizar, saindo um pouco das mãos de apenas alguns escolados em tecnologias. Vai ser uma grande ajuda pra quem pretende usar esse tipo de mídia para fins educativos.

    Vamos esperar pra ver quando teremos um bom diretório brasileiro.

    10/09/2005

    Trabalhando com Learning Objects - parte IV (final)

    Repositórios de LOs

    Os repositórios são "bibliotecas" de learning objects. Como as bibliotecas, algumas são públicas e outras não. Separei aqui algumas que podem ser pesquisadas gratuitamente.

    MERLOT Center
    Wisc-Online
    ExploreLearning.com
    MIT
    Find Leraning Objects
    RIVED (brasileiro)

    Referências

    Agora, algumas referências. São textos simples e diretos, para quem vai começar a trabalhar com learning objects.

    CISCO - Reusable Learning Object Authoring Guidelines
    A Quick Guide to Writing Learning Objectives
    Rapid eLearning - Atendendo as expectativas da educação corporativa
    Learning Objects: Bloom's Taxonomy and Deeper Learning Principles
    Artigos do Stephen Downes sobre o assunto

    10/08/2005

    Trabalhando com Learning Objects - parte III

    Objetivos Instrucionais

    Para estabelecer claramente um LO, trace para cada um deles um objetivo instrucional.

    Um objetivo instrucional é formado por 3 partes:

    - a apresentação de capacidade;
    - a condição; e
    - o padrão.

    Com essas informações, eles são redigidos da seguinte forma:

    (Sujeito/assunto) + (Verbo de ação) + (Objetivo)

    Procure estabelecer objetivos que possam ser medidos, facilitando uma

    avaliação posterior.

    Para a ação, evite verbos como:

  • Entender
  • Compreender
  • Acreditar
  • Internalizar
  • Estudar
  • Familiarizar


  • Procure utilizar verbos mais diretos, que indiquem a ação que o aluno

    deve se tornar apto a realizar:
  • Consultar
  • Acessar
  • Localizar
  • Escrever
  • Identificar
  • Resolver
  • Construir
  • Listar
  • Conduzir


  • Com todos os objetos de aprendizagem bem definidos, você já pode partir para o mapa do curso.

    Amanhã: Repositórios de LOs e referências.

    10/07/2005

    Trabalhando com Learning Objects - parte II

    Retomando:

    Unidade pequena >> 2 a 15 minutos
    Auto-suficiente >> Utilidade independente
    Reutilizável >> Atender vários propósitos
    Agrupável >> Fazer parte de um conteúdo
    Acessível por meta-data >> Descrição/Localização

    RLO/RIO da CISCO


    Este é o modelo proposto pela Cisco para o Reusable Learning Object.



    Neste modelo, podemos considerar:



    Tipos de LOs

  • Conceito - Apresenta objetos, símbolos, idéias ou eventos que são designados por uma palavra ou termo.

  • Fato - Apresenta uma informação específica, tais como dados, esquemas e diagramas.

  • Princípio - Apresenta uma tarefa que auxilie o usuário a tomar uma decisão.

  • Procedimento - Apresenta uma seqüência de procedimentos, um passo a passo para que o usuário possa executar uma tarefa ou tomar decisões.

  • Processo - Apresenta o funcionamento de um sistema ou tarefa que envolva várias pessoas ou organizações.


  • Amanhã: Objetivos Instrucionais

    10/06/2005

    Trabalhando com Learning Objects - parte I

    O que é um learning object?

    “Recursos digitais modulares, identificados e com metatags exclusivas que podem ser usadas para apoiar a aprendizagem." National Learning Infrastructure Initiative

    “Qualquer entidade, digital ou não, que pode ser usada, reusada ou referenciada durante a aprendizagem apoiada por tecnologia" Learning Object Metadata Working Group of the IEEE Learning Technology Standards Committee (LTSC)

    “Qualquer recurso digital que possa ser reutilizado para apoiar a aprendizagem" David A. Wiley, "Connecting Learning Objects to Instructional Design Theory"

    “A idéia principal de ‘objetos de aprendizagem’ é quebrar o conteúdo educacional em pequenas partes que possam ser reutilizadas em vários ambientes de aprendizagem, no espírito da programação orientada a objetos" David A. Wiley

    Quantas outras descrições você conhece?
    Aposto que muitas.

    Tradicionalmente, o conteúdo de um currículo é apresentado em blocos, com várias horas. Os objetos de aprendizagem são unidades de aprendizagem muito menores.

    Um objeto de aprendizagem deve ser:

    Auto-contido – Cada objeto de aprendizagem pode ser visto de forma independente.
    Reutilizável – Um único objeto de aprendizagem pode ser usado em vários contextos com várias finalidades.
    Agregável – Os objetos de aprendizagem podem ser agrupados em coleções maiores de conteúdo, incluindo as estruturas tradicionais de curso.
    Indexado com metadados – Cada objeto de aprendizagem tem informações descritivas, permitindo que eles sejam encontrados facilmente em uma busca.


    Chunking Principle - Princípio de divisão

    O Chunking principle é baseado na memória de curto prazo.
    De acordo com esse princípio, todas as informações devem ser apresentadas em unidades que não excedem o limite de divisão, por exemplo, nove componentes. Cada uma dessas unidades devem ter de 2 a 15 minutos de duração.

    E como a memória de curto prazo de solidifica como conhecimento adquirido? Com a prática.

    Novos conhecimentos e habilidades devem ser recuperados na memória de longo prazo para a transferência para o trabalho. Uma vez que o conhecimento, as habilidades e as atitudes estão gravadas no nosso sistema de memória, fica mais fácil e rápido começar a trabalhar logo em seguida.


    Amanhã: Aplicando o modelo RLO/RIO da CISCO.

    10/03/2005

    The use of Excel and XML in e-Learning - article

    Baixe aqui o artigo The use of Excel and XML in e-Learning, de Fábio Martinelli Duarte.

    Os contatos do autor estão no arquivo.

    10/01/2005

    Artigo aqui na segunda-feira

    O artigo citado no post abaixo será disponibilizado aqui no Ideários na próxima segunda-feira.