8/31/2005

1o. Encontro Bennett de Educação Corporativa

O 1o. Encontro Bennett de Educação Corporativa, organizado pelo Núcleo de Estudos Corporativos tem por objetivo discutir a importância da Educação Corporativa para geração de produtos e serviços competitivos junto ao mercado e gestão de pessoas.

A programação do evento envolve participantes de destaque do meio acadêmico e corporativo que estarão compartilhando suas experiências e conhecimentos sobre a EC. O público-alvo do evento são empresas com unidades de educação corporativa ou que ainda não possuem estrutura, mas que pretendem desenvolver projetos neste âmbito, bem como o meio acadêmico e interessados no tema. O evento é gratuito e ocorrerá no dia 27 de setembro de 2005 na UNIBENNET.



Eu estarei por lá!

Mais informações sobre o evento

Report - Novas tecnologias e o impacto dessas inovações na educação

A segunda edição do Horizon Report traz informações sobre novas tecnologias e o impacto dessas inovações na educação.

Vale a pena. Está ainda melhor que o do ano passado.

O documento é da NMC. Cique aqui para conferir.

8/24/2005

Eles vão dominar o mundo

Google dá mais um passo.

"But there is method to Google's seeming madness. It is clear that Google is trying to build a cluster of programs that effectively turns the net into an operating system - just like Windows does for personal computers."

Clique aqui para ler a matéria toda.

8/20/2005

Conselho Municipal de Inclusão Digital e Conselhos Gestores dos Telecentros

O plenário da Câmara Municipal aprovou nessa quarta (17/08) dois projetos da Soninha em primeira votação: o PL 382/05 (em parceria com o vereador Paulo Teixeira), que cria o Conselho Municipal de Inclusão Digital e os Conselhos Gestores dos Telecentros; e o PL 475/05, que institui o programa Educação Comunitária (você pode ler os projetos e suas justificativas na seção Mandato Eletrônico/Projetos, aqui no site).

Outros 44 projetos de lei foram aprovados por conta de um acordo do colégio de líderes das bancadas dos partidos que compõem a Cãmara. Desses, 10 eram de parlamentares do PT. As propostas ainda passarão por uma segunda análise antes de seguirem para a sanção do Executivo.

Isso em São Paulo. Notícia tirada do site do mandato da vereadora Soninha.

Crescendo a lista de links

Esta semana a lista de links ali da direita cresceu:


  • E por falar nisso...

  • Tapio

  • LEC News

  • Relatos de Experiências

  • Lousa Digital

  • Amor é fogo que arde...

  • Vivência Pedagógica

  • Escola do Saber

  • Diários da Reflexão entre Professores

  • Inquietações Pedagógicas

  • Indústrias Culturais

  • KM Group



  • É bom descobrir que não somos poucos... E que não falamos para o vento...

    8/16/2005

    Ainda considerações sobre o Learning Development Cycle

    Leontiev diz que atividade não é tudo o que uma pessoa faz, mas sim o ela faz e tem sentido pra ela. Tudo o que uma pessoa faz tem um objetivo e um motivo. O objetivo é o que deve ser obtido no fim da tarefa. Ele é traçado antes do início da atividade. O motivo é o que leva a pessoa a realizar a atividade. O sentido é formado pelo motivo e o objetivo. Quando você se interessa pelo objetivo que alcançará no fim da atividade, essa atividade terá sentido pra você. Isso significa que nessa atividade você estará adquirindo capacidades e habilidades envolvidas nessa tarefa.

    É assim que eu vejo o desenvolvimento de pessoas. Todo mundo tem a capacidade de criar novas capacidades e aptidão de criar novas aptidões. Criando um ambiente propício, as pessoas criarão o hábito de zelar pelo seu próprio desenvolvimento.

    O que é um ambiente propício ao auto-desenvolvimento?

    Ler e escrever. O que compreende o processo de aprender a ler e escrever? Apenas a ligação dos sons à imagem das letras e, consequentemente, das palavras? Vygostky diz que “ensinam as crianças a traçar letras e formar palavras, mas não ensinam linguagem escrita”.

    A situação das universidades corporativas hoje não me parece muito diferente da citada por Vygotsky. Tem-se uma meta: treinar um número de funcionários em um período determinado. Ao fim desse ciclo de treinamento, o funcionário estará apto a adquirir as capacidades e habilidades previstas nos objetivos determinados? Qual o motivo desse funcionário? Não perder o emprego, cumprir uma meta ou aprimorar suas capacidades? O motivo errado gera o sentido errado. Uma atividade sem sentido, não é uma atividade. É só uma ação.

    Que tipo de performance se espera alguém que não vê sentido no trabalho ou no seu plano de desenvolvimento? A saída desse problema pode ser bem simples: contexto.

    Para que um treinamento responda a um motivo, a um interesse de um funcionário, é preciso envolvê-lo de forma ativa no planejamento dessa solução educacional. Participar das decisões sobre o que fazer e quando fazer é primordial.

    Know Where

    No Learning Development Cycle, Siemens fala da troca do “know” e do “know how” pelo “know where”.

    Quando você não sabe como realizar uma determinada tarefa, mas sabe como adquirir aptidões para realizá-la, o seu problema está resolvido. Isso é o que eu chamo de um ambiente propício ao auto-desenvolvimento. Mas como criar esse tipo de atitude? Como criar condições para a criação de novos motivos?

    O primeiro passo pode ser criar oportunidades para novas experiências, dessa vez, experiências com sentido. Essas experiências têm maior chance de gerar atividades significativas. Devem envolver inteiramente os participantes em sua realização para que o objetivo da atividade vire o motivo da tarefa. Para isso, voltamos ao funcionário: o cenário, os interesses, as principais necessidades. São essas informações que devem compor qualquer experiência proposta.

    Os primeiros frutos de experiências como o uso de blogs e wikis para o compartilhamento de informações dentro de empresas já começam a ser colhidos. Fóruns, chats, bibliotecas virtuais, bases de conhecimento. Soluções construídas por todos. Siemens classificou isso no domínio de aprendizagem Accretion: aprendizado contínuo, direto à necessidade, com variedade de recursos. Nós não procurávamos agregar valor ao desenvolvimento? Siemens classifica o aprendizado adquirido no domínio Acrettion como de “alta relevância”.

    “Construa e eles virão”

    Ninguém é incapaz de aprender. Isso é subestimar a nossa capacidade de ensinar. A posição que uma pessoa ocupa nas suas relações sociais motiva o seu desenvolvimento. Essa posição é indicada pela concepção que outros têm dela e do seu desenvolvimento.
    Siemens deixa pra trás o instructional designer, já que o conhecimento será gerado e indexado por todos. Ele é substituído pelo learning designer. Criar as redes e os ambientes é uma tarefa bem mais complicada — é tornar-se responsável pelas novas idéias.

    Parece um bom desafio.

    8/13/2005

    eLearning tão eficaz quanto treinamento em sala de aula

    E-Learning as Effective as Classroom Training

    The August issue of T+D magazine reports on research from the Department of Defense's Advanced Distribute Learning Initiative (ADL) and the University of Tulsa, which finds that e-learning is as effective as classroom offerings.

    In their work, Traci Sitzmann, Robert Wisher, Kurt Kraiger, and David Stewart conducted a meta-analysis of 96 previously conducted studies that compared the effects of Web-based and classroom instruction. Most of the instruction in the 96 studies targeted declarative knowledge (i.e., knowledge of facts, concepts and principles) rather than procedural knowledge (i.e., practical skills). E-learning and classroom learning were found to be equally effective when the content and learners were similar in both the Web-based and the classroom courses. Also, learners were equally satisfied with the two methods of instruction. According to Brenda Sugrue, ASTD's senior director of research, the "no significant difference" finding is common when comparing the effectiveness of any two instructional media.

    However, Sitzmann, Wisher, Kraiger, and Stewart found that e-learning was more effective than classroom instruction when learners had more control over the content, sequence, or pace of the material. Learner control did not affect satisfaction with e-learning. This finding bodes well for modularized asynchronous e-learning and on-demand access to informational content where learners have, by default, more control over when and what they learn.

    A full report of this study is available in the ASTD website.

    8/10/2005

    Novas possibilidades para a educação nos tempos de internet

    Outro dia fiquei de falar sobre o Learning Development Cycle e sobre o Stephen Downes.

    Por enquanto vou cumprir só o primeiro.

    George Siemens tem chacoalhado a internet com seus artigos desde a publicação do Connectivism - A Learning Theory for the Digital Age. De lá pra cá ele criou blog, feeds, listas de discussão, wiki etc. Sempre falando sobre novas possibilidades para a educação nos tempos de internet.

    No Learning Development Cycle ele traz a baila os domínios de aprendizagem. São eles:


  • Accretion

  • Acquisition

  • Transmission

  • Emergence



  • Fiz aqui uma tradução rápida da apresentação desses domínios. O artigo é todo baseado nestes conceitos. Alguns termos eu não traduzi e outros fiz uma tradução livre, adaptada ao que entendi do texto como um todo.

    Quem não conhece, vale a pena checar. Quem se interessar, pode baixar o arquivo aqui.

    Accretion

    O aprendizado é contínuo.

  • Função do ambiente

  • Direto à necessidade

  • Variedade de recursos


  • Benefícios
    Fortemente atrelado à necessidade, alta relevância, realizado em larga escala, contínuo, baseado em necessidades reais.

    Desvantagens
    O aluno não consegue enxergar o processo acontecendo ou pode estranhá-lo.

    Papel do designer: Criar as redes, as ecologias e os ambientes. Responsável pelas novas idéias.

    >> Alto controle do conhecimento pessoal
    >> Alto controle da estrutura organizacional
    >> Aprendizagem informal

    Teoria de Aprendizagem: Conectivismo

    Características do aprendizado:
    O aprendizado está em redes, desloca-se rapidamente, "saber onde encontrar", realiza conexões.


    Aquisição

    O aluno escolhe aprender.

  • Exploratório

  • Investigativo

  • O aluno se mantém no controle


  • Benefícios
    Alta motivação, alta relevância, relacionado aos interesses pessoais do aluno.

    Desvantagens
    O aluno pode não ter a habilidade necessária, falta de feedback de um especialista no assunto.

    Papel do designer: Garantir a disponibilidade dos recursos.

    >> Alto controle do conhecimento pessoal
    >> Médio controle da estrutura pessoal
    >> Aprendizagem informal

    Teoria: Conectivismo e Construtivismo

    Características do aprendizado:
    Auto-motivado, colaborativo, provém de diversas fontes.


    Transmissão

    Visão tradicional do aprendizado.

  • Cursos

  • Apostilas

  • Instrutor no controle


  • Benefícios
    Útil para informação estruturada, constrói base de conhecimento.

    Desvantagens
    Baseado no instrutor, o aluno é visto como um copo a ser completado, tempo de desenvolvimento alto, difícil medir o quanto foi aprendido.

    Papel do designer: Criar cursos, workshops etc.

    >> Alto controle organizacional do conhecimento
    >> Alto controle da estrutura organizacional
    >> Aprendizagem formal

    Teoria: Behaviorismo e Cognitivismo

    Características do aprendizado:
    O aprendizado acontece ao receber o conteúdo, explorar novas idéias, com um alvo definido.


    Emergence

    O aluno reflete sobre o que foi aprendido.

  • Metacognição

  • Relaciona-se com experiências anteriores

  • Cognição


  • Benefícios
    Incentiva criatividade e inovação, relevância.

    Desvantagens
    Demorado, difícil, exige alta competência do instrutor.

    Papel do designer: Encorajar a reflexão.

    >> Alto controle do conhecimento pessoal
    >> Alto controle da estrutura pessoal
    >> Aprendizagem informal

    Teoria: Construtivismo e Congnitivismo

    Características do aprendizado:
    Construído pelo próprio aluno, pessoal, subjetivo.

    8/08/2005

    Organizando idéias

    Quem trabalha utilizando o ADDIE Model deve queimar os neurônios a cada nova fase de Análise.

    O número de livros publicados sobre análise de tarefas não tem fim e o assunto é discutido em todos os congressos e círculos. E é assim mesmo que deve ser. Somente observando as teorias e discutindo as melhores práticas é que aprendemos o caminho mais curto para atender a necessidade do aluno.

    Nos próximos anos, com popularização do LCMS, das bibliotecas de objetos de aprendizagem e de teorias de aprendizagem mais abertas e modernas (como o Conectivismo) a fase de Análise terá ainda mais importância. Ela determinará o catálogo e a homologação dos learning objetcs e também para que público eles deverão ser recomendados.

    Estes são dois dos meus artigos prediletos sobre análise de tarefas e objetos de aprendizagem:

    Reusable Learning Object Authoring Guidelines

    Rapid Task Analysis - The Key to Developing Competency-based e-Learning

    Eles fazem parte dos meus preferidos porque levam em consideração dois pontos de extrema importância: praticidade e rapidez.

    Infelizmente, a chance de existir tempo suficiente para elaborar uma solução de T&D é praticamente nula, então, precisamos nos ater à realidade.

    Construindo Mapas


    Mapas conceituais

    Joseph Novak, o pai da criança, define o mapa conceitual como uma recurso para organizar e representar conhecimento. Baseado na teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel, o mapa conceitual deve ser uma representação gráfica de um conjunto de conceitos relacionados de forma evidente. Os conceitos aparecem dentro de caixas ligadas por verbos de acordo com a forma que se relacionam. Essas ligações criam unidades semânticas chamadas de proposição.

    No Brasil, existe um portal só para discutir o assunto. É o mapasconceituais.cap.ufrgs.

    CMaps

    O CMaps é um software construido para auxiliar a criação de mapas conceituais e serve muito bem a esse propósito.

    Nele, você pode facilmente incluir informações nas linhas entre os diagramas. Particarmente, achei um pouco difícil refazer as ligações ou mudar a posição das caixas, mas imagino que um pouco de prática possa resolver esse problema. De qualquer forma, auto-layout é bem razoável.

    O CMaps não tem um modo de visualização outline, mas ele exporta o mapas de nos seguintes formatos:

  • XML

  • HTML

  • Imagem

  • Texto - Outline (um pouco duvidoso), mapa vital e proposições (um pouco tumultuado, dificultando a compreensão).



  • Mapas de curso

    Realizada a fase de Análise a o mapa conceitual, você já terá definido os seus objetos de aprendizagem. É hora de gerar o mapa do curso.

    Enquando ainda não chegamos a era dos currículos organizados pelo próprio aluno, de acordo com o seu interesse e necessidade, neste momento, você terá em mãos uma lista de objetos, já cada um com o seu verbo. Agora basta organizá-los segundo a estrutura determinada: módulos, unidades, lições, tópicos...

    Basta? Essa pode ser uma tarefa enlouquecedoura. Achar forma adequada para encadear os objetivos pode tirar o sono de um instructional designer. Toda a linha lógica do conteúdo do curso esta em jogo.

    Quem trabalha todos os levando os benefícios tecnologia para o trabalho de inúmeras pessoas, não pode deixar de buscar o auxílio da mesma para facilitar o seu próprio trabalho. São os softwares para mapas de curso!

    Inspiration

    Disponível em um trial version, o Inspiration é destinado a estudantes para organizar pesquisas e planos de estudo.

    O Inspiration dipõe de um modo de visualização Outline muito útil. Você pode colocar todos os objetivos, intermediários ou não, e só depois organizá-los em seus devidos níveis e colocar tópicos, módulos e lições.

    As estruturas automáticas é que não são muito razoáveis. Sempre muito duras na hora de montar o diagrama, acaba ficando impossível ter uma visão do todo, mas sempre há a opção de organizar manualmente.

    O Inspiration parece importar o mapa somente para imagem ou documento Word. Ao exportar para o Word você se depara com o problema da estrutura: ele redimensiona a figura para a folha e não dá pra decifrar quase nada do que está escrito. A vantagem é que ele exporta junto com a figura a o outline, com o mapa organizadinho - pronto para ser utilizado na documentação do curso.


    Freemind

    O Freemind é um software freeware para mind mapping.

    Você pode digitar em um node só todos os seus objetivos do curso utilizando a opção Edit Long Node. Depois, basta separá-los em nodes diferentes clicando no botão Split.

    Feito isso, você pode criar os tópicos, unidades e lições e arrastar os objetivos na hierarquia desejada.

    O software não exporta imagem, somente um HTML. Este HTML pode ser clicável, expandindo os tópicos e subtópicos, de acordo com a formatação indicada no mapa - todos os itens recolhidos no mapa, aparecerão recolhidos no HTML e todos os itens expandidos no mapa, aparecerão expandidos no mapa.

    A principal vantagem sobre as outras aplicações é que o mapa da forma que ele é feito no Freemind pode ser visualizado por um browser, mas para isso o arquivo precisa ser publicado na web junto com um applet java. Se você dispõe de um espaço em um servidor, vale a pena disponibilizar o seu mapa clicável para os validadores.

    Buscando...

    Não param de falar sobre o impacto da colaboração em massa da internet no mundo dos negócios.

    O que seria das nossas vidas sem o Google?

    A arte não está em em procurar, mas em organizar os resultados. Este é o sucesso do Google.

    Enquanto ele reina solenemente nas nossas buscas, outros procuram novas formas. É assim que a internet sobrevive.


    Answers.com

    Disponibiliza um software que traz o mecanismo de busca pro seu botão direito do mouse.

    Grokker.com

    Organiza os resultados da busca no Yahoo em conjuntos bem visuais, parecidos com organismos.

    Montage-a-google

    Procura imagens no Google e faz uma montagem. Obra de arte!

    Scirus - for scientific information e Google Scholar

    Para quem anda perdendo o sono pra fundamentar artigos e dissertações.

    8/01/2005

    O desenho instrucional do texto!

    Você passa horas planejando a distribuição dos elementos de cada cena do seu storyboard? Fica se perguntando se a animação fica melhor do lado esquerdo ou direito?

    E o texto? Você já pensou no melhor desenhor para uma caixa de texto?

    Aqui você pode conferir uma pesquisa sobre leitura! Melhores formatos, alinhamentos, distribuição em colunas etc.

    Dicas práticas:


  • Linhas mais compridas podem aumentar a velocidade de leitura.

  • Linhas mais curtas aumentam a compreensão.

  • O número ideal de caracteres por linha é entre 45 e 65.

  • A compreensão é maior ao passar o texto página a página do que ao utilizar o scroll ou barra de rolagem.

  • A velocidade de leitura é a mesma tanto para o texto em uma só coluna quanto para o texto em múltiplas colunas. Recomenda-se o uso de múltiplas colunas menores.

  • O texto justificado à esquerda é lido mais rápido do que o texto totalmente justificado.