8/08/2005

Organizando idéias

Quem trabalha utilizando o ADDIE Model deve queimar os neurônios a cada nova fase de Análise.

O número de livros publicados sobre análise de tarefas não tem fim e o assunto é discutido em todos os congressos e círculos. E é assim mesmo que deve ser. Somente observando as teorias e discutindo as melhores práticas é que aprendemos o caminho mais curto para atender a necessidade do aluno.

Nos próximos anos, com popularização do LCMS, das bibliotecas de objetos de aprendizagem e de teorias de aprendizagem mais abertas e modernas (como o Conectivismo) a fase de Análise terá ainda mais importância. Ela determinará o catálogo e a homologação dos learning objetcs e também para que público eles deverão ser recomendados.

Estes são dois dos meus artigos prediletos sobre análise de tarefas e objetos de aprendizagem:

Reusable Learning Object Authoring Guidelines

Rapid Task Analysis - The Key to Developing Competency-based e-Learning

Eles fazem parte dos meus preferidos porque levam em consideração dois pontos de extrema importância: praticidade e rapidez.

Infelizmente, a chance de existir tempo suficiente para elaborar uma solução de T&D é praticamente nula, então, precisamos nos ater à realidade.

Construindo Mapas


Mapas conceituais

Joseph Novak, o pai da criança, define o mapa conceitual como uma recurso para organizar e representar conhecimento. Baseado na teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel, o mapa conceitual deve ser uma representação gráfica de um conjunto de conceitos relacionados de forma evidente. Os conceitos aparecem dentro de caixas ligadas por verbos de acordo com a forma que se relacionam. Essas ligações criam unidades semânticas chamadas de proposição.

No Brasil, existe um portal só para discutir o assunto. É o mapasconceituais.cap.ufrgs.

CMaps

O CMaps é um software construido para auxiliar a criação de mapas conceituais e serve muito bem a esse propósito.

Nele, você pode facilmente incluir informações nas linhas entre os diagramas. Particarmente, achei um pouco difícil refazer as ligações ou mudar a posição das caixas, mas imagino que um pouco de prática possa resolver esse problema. De qualquer forma, auto-layout é bem razoável.

O CMaps não tem um modo de visualização outline, mas ele exporta o mapas de nos seguintes formatos:

  • XML

  • HTML

  • Imagem

  • Texto - Outline (um pouco duvidoso), mapa vital e proposições (um pouco tumultuado, dificultando a compreensão).



  • Mapas de curso

    Realizada a fase de Análise a o mapa conceitual, você já terá definido os seus objetos de aprendizagem. É hora de gerar o mapa do curso.

    Enquando ainda não chegamos a era dos currículos organizados pelo próprio aluno, de acordo com o seu interesse e necessidade, neste momento, você terá em mãos uma lista de objetos, já cada um com o seu verbo. Agora basta organizá-los segundo a estrutura determinada: módulos, unidades, lições, tópicos...

    Basta? Essa pode ser uma tarefa enlouquecedoura. Achar forma adequada para encadear os objetivos pode tirar o sono de um instructional designer. Toda a linha lógica do conteúdo do curso esta em jogo.

    Quem trabalha todos os levando os benefícios tecnologia para o trabalho de inúmeras pessoas, não pode deixar de buscar o auxílio da mesma para facilitar o seu próprio trabalho. São os softwares para mapas de curso!

    Inspiration

    Disponível em um trial version, o Inspiration é destinado a estudantes para organizar pesquisas e planos de estudo.

    O Inspiration dipõe de um modo de visualização Outline muito útil. Você pode colocar todos os objetivos, intermediários ou não, e só depois organizá-los em seus devidos níveis e colocar tópicos, módulos e lições.

    As estruturas automáticas é que não são muito razoáveis. Sempre muito duras na hora de montar o diagrama, acaba ficando impossível ter uma visão do todo, mas sempre há a opção de organizar manualmente.

    O Inspiration parece importar o mapa somente para imagem ou documento Word. Ao exportar para o Word você se depara com o problema da estrutura: ele redimensiona a figura para a folha e não dá pra decifrar quase nada do que está escrito. A vantagem é que ele exporta junto com a figura a o outline, com o mapa organizadinho - pronto para ser utilizado na documentação do curso.


    Freemind

    O Freemind é um software freeware para mind mapping.

    Você pode digitar em um node só todos os seus objetivos do curso utilizando a opção Edit Long Node. Depois, basta separá-los em nodes diferentes clicando no botão Split.

    Feito isso, você pode criar os tópicos, unidades e lições e arrastar os objetivos na hierarquia desejada.

    O software não exporta imagem, somente um HTML. Este HTML pode ser clicável, expandindo os tópicos e subtópicos, de acordo com a formatação indicada no mapa - todos os itens recolhidos no mapa, aparecerão recolhidos no HTML e todos os itens expandidos no mapa, aparecerão expandidos no mapa.

    A principal vantagem sobre as outras aplicações é que o mapa da forma que ele é feito no Freemind pode ser visualizado por um browser, mas para isso o arquivo precisa ser publicado na web junto com um applet java. Se você dispõe de um espaço em um servidor, vale a pena disponibilizar o seu mapa clicável para os validadores.

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